Cerveró reafirma que se reuniu em 2007 com Michel Temer para pedir que fosse mantido na diretoria da Petrobras

Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil

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O ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, reafirmou em depoimento ao Juiz Sérgio Moro que se reuniu com o presidente Michel Temer, então deputado e presidente do PMDB em 2007, para pedir que fosse mantido no cargo na estatal. No entanto, à época, Temer teria dito ao ex-executivo que “não poderia fazer nada” a respeito. De acordo com Cerveró, o presidente não quis interferir em uma suposta pressão da bancada do PMDB mineiro que buscava ocupar o cargo.

Cerveró prestou depoimento como testemunha de acusação no processo em que o ex-presidente Lula é acusado pelo Ministério Público Federal de receber vantagens indevidas da empreiteira Odebrecht. No processo em questão, é investigada a compra de um terreno, pela construtora, que seria destinado à construção de uma nova sede para o Instituto Lula. Também é investigada a compra de um apartamento vizinho ao local onde o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo (SP). Em depoimento, Nestor Cerveró afirmou não ter qualquer informação sobre os dois imóveis que são objeto da ação penal. O doleiro Alberto Youssef também foi ouvido como testemunha de acusação e reafirmou que recebia a propina da Odebrecht, relativa a diretoria de abastecimento da Petrobras, no próprio escritório em São Paulo. De acordo com ele, os valores eram entregues sempre em espécie e as negociações eram feitas com o ex-diretor da empreiteira, Márcio Faria.

Ainda prestaram depoimento nesta-sexta (26), o lobista Fernando Baiano e o empresário Milton Pascowitch. No dia 05 de junho, o juiz Sérgio Moro ouve o ex-deputado federal Pedro Correa, que é a última testemunha de acusação desta ação penal. Na mesma data começam as audiências de testemunhas de defesa. Já são mais de 120 pessoas que devem depor em favor dos oito acusados. Só os advogados de Lula indicaram 87 testemunhas de defesa nesta ação penal. Esta etapa do processo prossegue até o dia 12 de julho e na sequencia devem começar os interrogatórios dos réus.

Comments

  1. Paulo Eduardo Padula says:

    Não há provas.
    Mas não querem Lula presidente.
    Então resolveram destruir tudo que vinha dando certo, atingindo assim a população mais carente. Nem que destrui o Brasil fosse o Brasil única maneira de não ver um torneiro governar uma nação que até 2014 ia de vento em popa.!!!!
    Tentam de todas às formas e nada conseguem provar .
    Nem contra Lula nem contra Dilma .

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