Empresário Athayde de Oliveira Neto é condenado a 14 anos e quatro meses de prisão em regime fechado

Foto: Ricardo Pereira – BandNews Curitiba

Foto: Ricardo Pereira – BandNews Curitiba – arquivo

O empresário Athayde de Oliveira Neto, condenado a 14 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, após decisão do júri popular, está em liberdade. O veredito, dado nesta quarta-feira (31), não será aplicado até que não mais existam recursos pendentes. O réu foi responsável pela organização de um evento de rock no Jockey Club, em Curitiba, em maio de 2003, que acabou com a morte de três adolescentes. O julgamento começou na terça-feira de manhã e se estendeu até às seis da tarde de ontem (quarta). Na decisão, foi comunicado que os jurados concordaram que Oliveira Neto não tomou as precauções necessárias para evitar a tragédia e confirmaram a acusação de homicídio com dolo eventual por motivo torpe.

Há quase 14 anos, além dos três jovens mortos, dezenas de pessoas foram pisoteadas após um tumulto no local. Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o réu vendeu mais ingressos do que a capacidade do espaço com a intenção de obter o maior lucro possível. A mãe de uma das vítimas que morreram na ocasião, Edna de Andrade, disse que se sentiu aliviada após a decisão do júri.

O advogado de Oliveira Neto, Cláudio Dalledone, disse que a decisão contrariou as provas apresentadas durante o julgamento. O advogado garantiu que vai tentar anular o júri popular.

Nos casos em que há uma condenação já sentenciada, a legislação brasileira permite que o acusado permaneça em liberdade, caso ele já tenha respondido o processo também em liberdade. É o que explica o presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, Elias Mattar Assad.

O pai de Oliveira Neto, Athayde Júnior, também chegou a ser denunciado. Entretanto, segundo a promotoria do MP, os crimes imputados a ele, de falsidade ideológica e de lesão corporal, prescreveram. Athayde Neto também chegou a ser acusado dos crimes de lesão corporal e falsidade ideológica. Da mesma forma, houve a prescrição.

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