Gaeco indicia donos de postos de Londrina por formação de cartel

Cinquenta e cinco postos de combustíveis de Londrina, no norte do Paraná, foram indiciados por formação de cartel pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com as investigações, que começaram em 2015, os estabelecimentos combinavam preços de álcool e gasolina, prática proibida por lei. Para encontrar evidências, o Gaeco e o Procon começaram a recolher notas fiscais dos postos e fazer vistorias rotineiramente. Durante a análise de documentos foi constatado que um grupo de empresários determinava os valores dos combustíveis e a porcentagem de reajuste.

Segundo os investigadores do Gaeco, alguns estabelecimentos registraram aumento de 11% sem qualquer justificativa. A pena para o crime é de até cinco anos de prisão. Antes do indiciamento, o Procon já havia autuado 28 postos de combustíveis por considerar os preços abusivos.

Por meio de nota, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis) informou que não monitora e não tem nenhuma ingerência sobre a política de preços dos associados. No entanto, disse que considera extremamente grave a acusação de suposta formação de cartel.

Na nota, o sindicato ainda explicou que “caso haja prova de combinações ou ajustes entre concorrentes, os infratores devem ser punidos de acordo com a lei”.

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