Liminar determina desbloqueio do terminal de carregamento de combustíveis de Araucária

(Foto: Glaucyah Dizula/BandNews Curitiba)

Uma liminar na Justiça Estadual, obtida pelo Sindicombustiveis, que representa donos de postos, determina o desbloqueio do terminal de carregamento de combustíveis de Araucária, para todos os postos associados da entidade no Paraná. A diretoria do sindicato levou a decisão judicial ao comando da Polícia Militar ontem (27) à noite, durante a reunião com representantes dos grevistas, que ocorreu no Palácio do Iguaçu.

Agora pela manhã oficial de justiça deve levar a liminar até os manifestantes instalados em Araucária. O departamento jurídico do Sindicombustíveis também tenta obter na Justiça liminar para outras bases de distribuição do estado. Apesar do anúncio do presidente Michel Temer ontem à noite, os bloqueios na refinaria e nas bases de distribuição foram mantidos até esta manhã.
Apenas poucos caminhões-tanque conseguiram de ontem para hoje, contando para isso com escolta policial.
Com apenas alguns dos 340 postos de Curitiba recebendo cargas pontuais de combustíveis, abastecer o carro ou a moto demanda uma busca que pode durar o dia todo, com horas de fila. Um dos postos que receberam gasolina e etanol ontem (27) fica na esquina das avenidas Getúlio Vargas com a República Argentina, no Água Verde.

Os caminhões foram escoltados e chegaram durante a madrugada com aproximadamente 40 mil litros de combustível. O abastecimento começou às 8 horas da manhã – a R$ 3,29 o litro do etanol e R$ 4,69 o litro da gasolina – e continuou até o início da noite. O posto tinha seguranças particulares para manter a ordem. Postos na Nilo Peçanha e na Hugo Simas, no Bom Retiro, também receberam combustíveis e tinham filas por diversos quarteirões.

Segundo o Sindicombustíveis, devido aos bloqueios nos acessos da Repar e dos polos de distribuição em Araucária, Curitiba segue numa situação de desabastecimento de combustíveis. “Poucos caminhões-tanque conseguem furar os bloqueios, na maioria dos casos contando com apoio policial, e por isso alguns postos recebem pequenas cargas.” Esta escolta policial vem sendo realizada apenas de forma pontual, para abastecimento de viaturas oficiais e da própria polícia, e nestes casos também ocorre de restar combustível para que estes postos possam atender a população.

Ainda de acordo com o sindicato, as ações de escolta acontecem de forma esporádica, sem aviso, e portanto não há como prevê-las. “São carregamentos pequenos que se esgotam em questão de horas”. Ainda restam pequenos estoques de diesel e o fornecimento de GNV, que na grande maioria é feito por tubulação, segue ocorrendo normalmente.

 

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