Lula disse que está sendo vítima de caçada jurídica e esperava que acusação tivesse provas para incriminá-lo

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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Lula disse em considerações finais que está sendo vítima da maior caçada jurídica que um político já teve. Em cerca de 20 minutos, o petista também criticou a atuação do Ministério Público Federal e os supostos vazamentos de informações aos veículos de comunicação. Lula pediu mais respeito dos procuradores e chegou a dizer que esperava que a acusação tivesse mais materiais para incriminá-lo.

 

Em outro momento o ex-chefe de governo criticou a “fatídica e famosa” apresentação dos procuradores do Ministério Público Federal em que montaram um Power Point para detalhar a denúncia contra o petista. Um dos slides mostrava Lula no centro da corrupção da Petrobras. Para ele, a apresentação é mentirosa.

 

O ex-presidente também falou sobre a trajetória na Presidência da República e ressaltou que durante os dois governos, promoveu o melhor funcionamento das instituições de justiça, como o Ministério Público e a Justiça Federal. Neste momento, o juiz Sérgio Moro interrompeu a fala do petista e disse que o interrogatório não é programa eleitoral. Em outro trecho, o petista atacou a atuação da imprensa e disse que é criminalizado e já foi condenado pelos veículos de comunicação.

 

No total – nesse que foi o segundo depoimento mais longo da história da Lava Jato – Lula foi interrogado por cinco horas. O maior depoimento foi do delator Paulo Roberto Costa, com uma audiência de seis horas.

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