Ministério da Justiça suspende temporariamente visitas nos quatro presídios federais do país

Foto: Divulgação / Ministério da Justiça

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O Ministério da Justiça suspendeu, por 30 dias, as visitas nos quatro presídios federais do país. A medida vale para as unidades administradas pelo governo federal nas cidades de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Mossoró (RN). A determinação do diretor-geral do Departamento Nacional de Polícia Penitenciária, Marco Antônio Severo, que entrou em vigor ontem (segunda-feira, 29), foi dada após o assassinato da agente federal, Melissa Almeida, que trabalhava como psicóloga no Presídio de Catanduvas, oeste do Paraná.

No despacho, o gestor determina a autorização da suspensão das visitas sociais e íntimas, pelo prazo de 30 dias, com base nas possibilidades normativas elencadas no referido memorando, a começar pelo dia 29/05/2017, em todas as Penitenciárias Federais que compõe o Sistema Penitenciário Federal. Segundo o delegado da Polícia Federal de Cascavel, Marco Smith, o sistema penitenciário não pode permitir que as pessoas sejam mortas, por estarem trabalhando para a sociedade.

A mulher foi abordada por quatro homens armados com fuzis quando chegava em casa, de carro, no final da tarde da última quinta-feira (25). O marido de Melissa, Rogério Ferrarezzi, que também estava no veículo, matou um dos criminosos, mas foi baleado e segue internado em estado grave, com perfurações em várias partes do corpo. No carro, junto com Melissa e o marido, estava o filho do casal de dez meses, que não teve ferimentos. Os bandidos conseguiram fugir, mas horas depois foram capturados pela Polícia Militar. Um dos suspeitos foi morto na abordagem.

De acordo com a delegacia de Cascavel, os bandidos não eram moradores da cidade. Os criminosos estavam no município há uma semana, em um imóvel alugado. Segundo informações da polícia, os homens vinham monitorando a rotina do casal. De acordo com o delegado Rodrigo Baptista, a suspeita é de que o crime tenha sido encomendado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para “demonstrar força”, já que um dos dois homens presos confessou fazer parte da facção criminosa.

Com eles, foram apreendidos dois fuzis calibre 556 com muitas munições e carregadores, uma pistola nove milímetros e celulares. Um caso semelhante a este, aconteceu no mês passado, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde um agente penitenciário foi executado dentro de um bar.

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