Projeto Ecobarreira chega ao Rio Belém

(Foto: Reprodução/Facebook)

Depois de recolher mais de uma tonelada de lixo do Rio Atuba, entre Colombo e Curitiba, o vendedor de frutas Diego Saldanha instalou uma nova Ecobarreira na capital. A estrutura, feita por cordas e galões de PVC, criada por Diego espontaneamente, foi instalada na confluência do Rio Belém com o Rio Ivo, embaixo do viaduto do Colorado, na região central de Curitiba.

A barreira restringe a passagem do lixo flutuante pelo curso d’água e, desta forma, facilita a retirada. A primeira ecobarreira, no Rio Atuba, na divisa de Curitiba com Colombo, foi instalada em janeiro do ano passado. Desde o início, Diego anunciava que o plano era expandir o projeto para outras regiões da cidade.

No primeiro projeto, Diego faz tudo sozinho. Ele criou, instalou e até hoje recolhe o lixo diariamente no Rio Atuba. Além disso, o vendedor de frutas também dá destinação ao material.

Diego armazena os itens recicláveis em um galpão ao lado de casa e depois leva a Escola Municipal Gabriel D’anuncio Strapasson, que posteriormente vende a sucata à cooperativas e faz benfeitorias com o dinheiro arrecadado. Diversos objetos inusitados são recolhidos nos rios. Diego montou um museu com os materiais mais curiosos.

No projeto do Belém, que ainda está em fase de testes, No fim do ano passado, o vereador Goura, do PDT, protocolou um requerimento sobre o tema, mas o município ainda não respondeu. Pela ideia, Diego já recebeu o apoio do Instituto Ambiental do Paraná, agradecimento do Ibama e o diploma “Amigo do Rio Iguaçu (rio formado pelo Atuba e Iraí)”, do Grupo Gestor de Revitalização do Rio Iguaçu, formado por diversas entidades. Na oportunidade ele foi elogiado pelo prefeito Rafael Greca (PMN). Apesar disso, Diego não recebe nenhum apoio financeiro.

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