Sérgio Moro intima testemunhas de defesa em processo que investiga compra de apartamento vizinho ao de Lula

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O juiz Sérgio Moro começou a intimar as testemunhas de defesa da segunda ação penal em que o ex-presidente Lula é réu na operação Lava Jato. A denúncia envolve a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Nesta ação, o petista responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Até o momento, são 113 pessoas que devem depor em favor dos oito acusados. Só os advogados de Lula indicaram 87 testemunhas de defesa no processo. O número foi considerado bastante exagerado pelo juiz Sérgio Moro, no entanto, ele aceitou ouvir todas as pessoas indicadas pelos advogados para evitar “alegações de cerceamento de defesa”.

O magistrado chegou a exigir a presença do réu em todos os depoimentos, mas a determinação foi derrubada no Tribunal Regional Federal, pelo juiz Nivaldo Brunonni, que substitui o desembargador João Pedro Gebran Neto, que está em férias. Os depoimentos de testemunhas de acusação começaram no dia 08 de maio e terminam no dia 25. Já as audiências de testemunhas de defesa estão previstas para começar no dia 07 de junho e seguem até pelo menos metade de julho. No processo em questão, Lula é acusado de gerenciar uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos. É investigada a compra de um terreno, pela Odebrecht, que seria destinado à construção de uma nova sede para o Instituto Lula. O terreno custou R$ 12,4 mi. Também é investigada a compra de um apartamento vizinho ao local onde o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo (SP), por 504 mil reais.

Neste contexto, a propina distribuída pela Odebrecht chega a R$ 73 milhões. O dinheiro ilícito beneficiou partidos e políticos – principalmente do PMDB, PP e PT.

A ação tem, ao todo, oito réus. Também respondem criminalmente o ex-ministro Antônio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht.

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