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A Tarada do Boqueirão: comédia faz crítica sobre classes sociais

A peça conta com piadas que fazem referência a Curitiba

 A Tarada do Boqueirão: comédia faz crítica sobre classes sociais

Foto: João Pedro Pinhati

Nos dias 08 e 09 de abril, às 21 horas, Sônia Bacilo interpretou Rita Ritinha em “A Tarada do Boqueirão”, no Teatro Fernanda Montenegro. A peça, apesar de ser pura comédia, traz uma quebra de tabus e uma crítica social às camadas mais baixas da sociedade, que muitas vezes se tornam invisíveis.

A protagonista, uma prostituta, conta sua história ao público enquanto lamenta que a cidade esteja tão vazia por causa de um feriado, com poucos clientes. Enquanto ela relata sobre sua vida, trabalhos anteriores e até sobre sua juventude. Faz o público participar, criando interações e quebrando a quarta parede. Apesar de parecer 100% espontânea, a maior parte do show é parte de um texto estruturado e ensaiado. Os improvisos acontecem quando ocorre contato com a plateia.

Sônia conta que a peça produzida por João Luiz Fiani está em cartaz há mais de 10 anos. Para ela, o texto faz as pessoas se identificarem. “Por mais que seja uma comédia escrachada, ela tem uma mensagem social, e fala de modo implícito sobre o preconceito, a falta de respeito com as escolhas das pessoas, do que elas ‘nascem para ser’. Mostra uma vida difícil, uma parte da sociedade que existe de verdade, que é ignorada e não é vista. Então, quando as pessoas assistem, além de se divertirem, elas recebem uma mensagem bacana”, afirma. 

A atriz, dentro de seu ritual de preparação antes de se apresentar, se concentra na meta de que as pessoas saiam mais felizes do que quando chegaram. “Se eu atingir esse objetivo, saio feliz da vida”.

A assistente comercial Jaqueline Vieira de Oliveira viu a peça pela primeira vez, a convite de uma amiga. Ela considera que a abordagem foi muito interessante: “para quem acha que essa vida é um mar de rosas, não é. Elas [prostitutas] se sentem excluídas da sociedade. Colocam uma carga muito pesada nas costas delas”, e finaliza: “nem tudo que parece ser, é. Temos que entender o contexto da vida dos outros, a história, antes de dar tantos rótulos. Entender o que vem por trás disso. Pode ser apenas um nome, mas tem história por trás dele, o que levou a pessoa a seguir esse caminho…”

Para quem perdeu o espetáculo durante o Festival de Curitiba, não desanime. A peça retorna a Curitiba em maio, no Teatro Lala Schneider.

A reportagem faz parte do projeto especial para o site bandnewsfm feita em parceria com estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Positivo. O texto é de Ana Bavutti e Jéssica Faria.

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A BandNews Curitiba está na cidade desde 2006. A emissora caiu no gosto do curitibano e, atualmente, está entre as dez rádios mais ouvidas da cidade.

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