Depois de São Paulo, PCC tem no Paraná o braço mais forte, diz PF

 Depois de São Paulo, PCC tem no Paraná o braço mais forte, diz PF

(Foto: Divulgação/Serviço de Comunicação Social do Depen)

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O segundo nível de comando de uma das maiores facções criminosas do Brasil foi alvo nesta terça-feira (20) de uma operação da Polícia Federal. A maioria dos criminosos, que são ligados ao Primeiro Comando da Capital, enviava ordens para diversos estados brasileiros a partir da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP I), na grande Curitiba. Dos 31 mandados de prisão preventiva expedidos na Operação Pregadura, 26 são contra integrantes da facção que já estão presos. Apenas três mandados do total não foram cumpridos. Dezoito desses líderes foram transferidos para presídios federais. Só de Piraquara, foram 13 transferências. A investigação, conduzida pela Polícia Federal de Cascavel, no Oeste do Paraná, começou há cerca de seis meses. Uma das linhas de apuração partiu da ação de presos da PEP I que explodiram um muro da penitenciária, em setembro deste ano. De acordo com as investigações, a ação resultou no resgate dos presos errados. O objetivo seria resgatar líderes do PCC que acabaram permanecendo presos e que agora foram transferidos para presídios federais. Segundo o coordenador da Operação Pregadura, delegado Martin Bottaro Puerper, a organização atuou de dentro dos presídios em um sistema de rede que envolveu comunicação por celulares com uso de rede wi-fi e bilhetes repassados por visitantes.

A investigação identificou ordens de atentados a agentes de segurança, como policiais e agentes penitenciários, operações de tráfico e acertos de contas. Além disso, segundo o delegado Puerper, os líderes da facção chegaram a realizar audioconferências por celular para acompanhar espancamentos de presos.

O chefe da Delegacia da Polícia Federal em Cascavel, delegado Marco Berzoini Smith, afirma que os alvos da operação estão abaixo de cinco criminosos considerados os principais líderes da facção. Um dos comandantes máximos é Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. De acordo com o delegado, depois de São Paulo, a organização tem no Paraná o braço mais forte, com a presença de vários líderes do segundo nível.

Os responsáveis pela Operação Pregadura não quiseram dizer se a investigação identificou alguma ordem relacionada ao plano de resgate de Marcola, descoberto recentemente. Dois dos alvos da operação seriam auxiliares do chefe da facção e estavam detidos no mesmo presídio que ele, a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no Oeste de São Paulo.

A promotora Kelly Caldeira diz que o caso da Penitenciária Central da Piraquara foi levado à Polícia Federal de Cascavel, no Oeste do Paraná, porque a equipe da delegacia já conduzia investigações sobre a mesma facção.

Além dos mandados de prisão, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades nos estados de Rondônia, Rio Grande do Norte, Roraima, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. O nome Pregadura dado à operação policial faz referência a jogada de xadrez que tem por objetivo impedir a movimentação de peças do adversário em uma partida. Ao todo, 28 mandados de prisão preventiva foram cumpridos. A Polícia Federal também fez mais uma prisão em flagrante por porte de drogas.

Reportagem: Lenise Klenk

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