Greve na Renault é encerrada após 16 dias

Trabalhadores aceitaram proposta que contempla mudanças na PLR e recomposição salarial

 Greve na Renault é encerrada após 16 dias

Foto: Divulgação/SMC

Os trabalhadores da Renault entram em acordo com a montadora e decidem encerrar a greve após uma paralisação de 16 dias. Os metalúrgicos que operam a fábrica de São José dos Pinhais haviam cruzado os braços no dia 6 de maio. Eles reclamavam das alterações na forma de pagamento do programa de participação de resultados (PPR) e também dos postos de trabalho fechados durante a pandemia. Segundo o sindicato que representa a categoria, em assembleia realizada nesta manhã, os funcionários decidiram acatar a proposta da empresa e voltar ao trabalho hoje (segunda, 23).

Um dos impasses da negociação girava em torno na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os metalúrgicos alegavam que as alterações nas regras do programa eram prejudiciais aos trabalhadores, considerando a redução da força de trabalho no Complexo Ayrton Senna. Afinal, durante a crise econômica e sanitária relacionada ao coronavírus, o número de trabalhadores nas fábricas caiu de sete para cinco mil.

A proposta aceita pelos metalúrgicos prevê o pagamento mínimo de 22 mil e 500 reais para um volume de 198 mil veículos, e de 23 mil reais para o ano que vem, além da correção da inflação pelo INPC. O índice também deve balizar as recomposições salariais deste e do próximo ano, sempre no mês de setembro, quando vence a data-base. Além de corrigir as perdas inflacionárias, os trabalhadores da Renault devem receber um aumento real de 1,5%.

Segundo o acordo, a partir de junho, o vale mercado pago pela montadora passará para mil reais por mês. Em setembro de 2023, o valor será reajustado pelo INPC. A proposta também acata pedidos de alinhamento salarial entre categorias, novos pisos salariais e outras demandas financeiras.

Os dias de greve serão repostos pelos trabalhadores nas próximas semanas. Segundo o acordo, para cada oito horas de paralisação, os metalúrgicos devem trabalhar seis horas extras. Os trabalhadores voltaram às fábricas nesta segunda-feira (23). Em nota, a Renault do Brasil confirmou que a paralisação foi encerrada após acordo e a operação foi retomada integralmente no Complexo Ayrton Senna.

Reportagem: Angelo Sfair.

felipe.costa

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