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Metalúrgicos da Renault entram em greve por tempo indeterminado

Trabalhadores reclamam de mudanças na PLR e alegam descumprimento do acordo para manutenção de empregos

 Metalúrgicos da Renault entram em greve por tempo indeterminado

Foto: Divulgação

Os metalúrgicos da Renault no Paraná aprovaram hoje (6) o início de uma greve devido às mudanças que a montadora promoveu no plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Além disso, os trabalhadores alegam que a empresa não cumpriu o acordo de manutenção dos empregos firmado com os sindicatos durante a pandemia. Os assuntos estavam em discussão desde o início da semana. Nesta sexta-feira (6), venceu o prazo de 72 horas concedido pelos trabalhadores. Sem um retorno da empresa, eles decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. Uma nova assembleia está marcada para a próxima segunda-feira (9). Até lá, a fábrica da Renault em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, deve permanecer com a linha de produção suspensa.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, afirma que mesmo com a redução de pessoal e desaceleração das linhas de produção, as metas foram batidas. No entanto, a PLR prevista para os trabalhadores caiu pela metade:

A perda de dois mil trabalhadores citada pelo sindicato se refere aos funcionários que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), após acordo oferecido pela empresa no segundo semestre de 2020. Dessa forma, a quantidade de trabalhadores na planta de São José dos Pinhais caiu de sete para cinco mil funcionários. Com menos pessoal, a velocidade da linha de produção também caiu de 13% a 55%. Atualmente, são produzidos entre 27 e 52 carros por hora. Antes da pandemia, a mesma linha produzia pelo menos 60 veículos.

Os trabalhadores ponderam que o cenário macroeconômico é ruim, mas que as metas foram batidas e eventuais prejuízos precisos ser divididos entre todos:

Em nota, a Renault do Brasil diz que tem cumprido integralmente o Acordo Coletivo de Trabalho firmado junto ao sindicato em agosto de 2020. De acordo com a montadora francesa, o compromisso tem duração de quatro anos, entre setembro de 2020 e agosto de 2024. A empresa diz, ainda, que está aberta ao diálogo, que propôs um calendário de reuniões com o sindicato no dia 3 de maio, e que o primeiro encontro previsto está marcado para segunda-feira (9).

Leia a íntegra da nota:

“A Renault do Brasil informa que o Acordo Coletivo de Trabalho, aprovado em assembleia promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, em 11 de agosto de 2020, tem duração de quatro anos, com vigência de setembro de 2020 a agosto de 2024.
A Renault tem cumprido com o acordo coletivo, em sua totalidade, e está aberta ao diálogo. No dia 3 de maio a empresa propôs um calendário de reuniões com o Sindicato, com início previsto em 9 de maio.”

Reportagem: Angelo Sfair.

felipe.costa

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