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Paraná tem alto índice de animais marinhos que ingerem lixo

A frequência de ocorrência de plástico encontrado nos animais encalhados chega a 70%

 Paraná tem alto índice de animais marinhos que ingerem lixo

Foto: Lab. de Ecologia e Conservação/UFPR

Quase metade dos animais marinhos que encalharam nas praias do Paraná nos últimos seis anos, ingeriram lixo. Desde 2019 o monitoramento é feito pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR). 

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A tartaruga-verde juvenil encontrada viva na praia de Pontal do Sul, em Pontal do Paraná, no dia 31 de dezembro, morreu após 10 dias de tratamento.  Durante os exames, foi constatada a presença de lixo plástico no estômago do animal.

Foto: Lab. de Ecologia e Conservação/UFPR



Foi também o que aconteceu com o lobo-marinho-subantártico encontrado vivo na praia Brava, em Matinhos,  no mês de setembro do ano passado. O animal estava bastante magro e debilitado. Após os exames foi encontrada uma embalagem plástica de macarrão instantâneo obstruindo parcialmente o estômago.

A bióloga do LEC-UFPR, Dra. Camilia Domiti (DOMÍTI) explica como esses resíduos prejudicam os animais. 


As tartarugas marinhas estão entre os animais avaliados mais afetados. A frequência de ocorrência de plástico encontrado nos animais encalhados chega a 70%. Conforme a bióloga, é um dos maiores índices do mundo.

Foto: Lab. de Ecologia e Conservação/UFPR


No ambiente marinho, cerca de 80% dos lixos encontrados são plásticos, como garrafas PET, embalagens, armadilhas e petrechos de pesca. Mas, os resíduos orgânicos deixados na praia e na água também são prejudiciais.

Caso encontre animais marinhos encalhados (vivos ou mortos), comunique a equipe do Laboratório da UFPR pelo 0800 642 33 41. Providencie sombra para os animais vivos até a chegada do resgate especializado.

Reportagem: Francine Lopes

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Francine Lopes

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