Obras na Rodovia da Uva serão retomadas

(Foto: Henrick Loyola Porzycki/Aen)

A duplicação da PR-417, a Rodovia da Uva, no trecho entre o Contorno Norte de Curitiba e a rua Orlando Ceccon, em Colombo, na região metropolitana, deve ficar pronta até maio de 2019.

É este, ao menos, o prazo anunciado nesta semana pelo governo do estado. A obra é aguardada há cerca de 20 anos e teve a continuidade liberada na última segunda-feira (14). Os serviços vão ser executados em diferentes frentes que incluem pavimentação, remanejamento de postes e muros de contenção, entre outras coisas.

A verba para a intervenção vem do Proinveste – um convênio firmado entre o Executivo estadual e o Banco do Brasil – e representa um investimento de R$ 32 milhões. A ideia, de acordo com a governadora Cida Borghetti, é melhorar a mobilidade urbana.

O projeto prevê ainda a construção de calçadas e rampas de acesso, paisagismo e a instalação de semáforos. A prefeita Beti Pavin, de Colombo, fala sobre o impacto na segurança do trânsito.

O primeiro projeto de duplicação da rodovia previa um investimento de R$ 11 milhões. Para o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, a retomada dos serviços desata um nó histórico entre os dois municípios.

A duplicação desse trecho da Rodovia da Uva começou em 2010, mas apenas 15% da obra prevista no projeto foi executada na época. Isso porque a empresa vencedora da licitação teve problemas e o contrato foi rescindido de forma amigável.

Três anos depois, em 2013, o Departamento de Estradas de Rodagem fez uma nova licitação de quase R$ 36 milhões. O projeto foi então revisto e passou a incluir duas pistas marginais, ciclovias e novas calçadas com rampas de acesso, além de semáforos, iluminação, canteiro central e paisagismo. Esse trabalho, no entanto, foi interrompido em 30% do cronograma porque a empresa responsável faliu.

No ano passado, uma terceira licitação foi lançada com previsão de mais de R$ 42 milhões em investimentos, mas o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado por problemas no edital. O DER discordou, respondeu às questões levantadas pelo órgão fiscalizador e, em fevereiro deste ano, o TCE autorizou o reinício das obras.

No mês seguinte, em março, na iminência da assinatura da ordem de serviço para a retomada da intervenção, um dos conselheiros do tribunal determinou a mudança da empresa vencedora. Mas, no dia 7 de maio, o TCE publicou um acórdão revertendo a decisão do conselheiro e corroborando o posicionamento do DER. Assim, a Tucumann Engenharia foi oficialmente declarada vencedora da concorrência.

(Foto: Henrick Loyola Porzycki/Aen)

(Foto: Henrick Loyola Porzycki/Aen)

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