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CPI do MEC: Oriovisto diz que Comissão será palanque petista

Parlamentar retirou assinatura de apoio no final de semana e foi alvo de críticas

 CPI do MEC: Oriovisto diz que Comissão será palanque petista

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) afirmou nesta segunda-feira (11) que retirou o apoio à CPI do Ministério da Educação, entre outros motivos, porque o requerimento de abertura é assinado por Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Segundo o parlamentar paranaense, faltando seis meses para as eleições, ele não quer colaborar com a criação de um palanque para o PT. Oriovisto retirou a assinatura para a abertura da comissão no sábado (8), justificando que o mecanismo não é o mais adequado para apurar casos suspeitos de corrupção. O objetivo da CPI é investigar possíveis irregularidades na destinação de verbas públicas do Ministério da Educação.

Áudios do ex-ministro Milton Ribeiro, que deixou o governo após não suportar o desgaste causado pelo episódio, dão a entender que dois pastores evangélicos teriam prioridade e cobrariam propinas de prefeitos, inclusive em ouro, para liberar recursos para a construção de escolas e creches.

Em um evento em Curitiba para debater o cenário econômico de 2022, ao lado dos outros dois senadores do Paraná, Oriovisto Guimarães reconheceu que as denúncias de corrupção são graves. No entanto, defendeu que as apurações sejam realizadas pela polícia e pelo Ministério Público. Para ele, uma CPI desse porte a seis meses das eleições presidenciais tenderia a virar um palanque da oposição.

No sábado (8), Oriovisto Guimarães e Styvenson Valentim, ambos do Podemos, retiraram as assinaturas do requerimento de abertura da CPI do Ministério da Educação. Com o recuo dos dois parlamentares, a comissão iniciou a semana com apenas 25 dos 27 nomes necessários para a instalação da Comissão no Senado Federal. Oriovisto disse que não poderia assumir a culpa por um eventual fracasso da CPI.

Nesta segunda-feira (11), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que, apesar da retirada das assinaturas de Oriovisto e Styvenson, voltou a ter os votos necessários para abrir a CPI. O regimento do Senado determina que as aberturas de Comissões Parlamentares de Inquérito precisam do apoio de um terço dos 81 senadores – ou seja, 27 parlamentares. Randolfe anunciou que pretende reunir 29 assinaturas até quarta-feira (13), o que seria o suficiente para iniciar os trabalhos.

Reportagem Angelo Sfair

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