Prefeitura apresenta projeto que pode reduzir atividade de cobradores no transporte coletivo

Foto: Luiz Costa/SMCS

A implantação da bilhetagem eletrônica em todos os pontos de acesso ao transporte coletivo de Curitiba não deve acabar com a função de cobrador. A afirmação é da Prefeitura, que enviou um projeto à Câmara Municipal para alterar a lei de instalação de equipamentos desse tipo de sistema.

Na prática, essa norma regulamenta a bilhetagem eletrônica na cidade, que já substituiu a cobrança em dinheiro nas linhas que operam com microônibus. Segundo o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, alguns profissionais serão realocados para outros setores das empresas em que trabalham.

Ainda segundo o presidente, a modernização vai ajudar a diminuir o número de assaltos.

Por enquanto, não há previsão de quando o projeto vai ser votado em plenário, na Câmara Municipal. Em nota, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) afirma que considera a medida absurda e que tem grave impacto social.

De acordo com o sindicato seriam 6 mil cobradores que perderiam a função. Ainda de acordo com o comunicado, um levantamento feito pelo Dieese mostra que a medida retiraria R$ 17 milhões mensais das mãos 6 mil famílias. No ano, seriam R$ 212 milhões que deixariam de ser injetados na economia da cidade.

Reportagem: Lorena Pelanda

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