Beto Richa diz que exigir formação superior de soldados afastaria os jovens

Um ano depois do prazo final para a regulamentação da Emenda 29, o governo do estado enviou para a Assembleia Legislativa do Paraná os projetos que mudam salários dos policiais. Pela proposta, gratificações e adicionais pagos a policiais militares, civis e da perícia científica serão incorporados ao salário. O governo defende que o projeto foi desenvolvido com base em discussões técnicas. Parte da categoria discorda do novo projeto. Um ponto que é bastante criticado é o que extingue a obrigatoriedade de diploma para entrar na polícia militares. Isso estava previsto na emenda 29 e agora foi retirado pelo governo. O presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares, Coronel Furquim, pede que os deputados estaduais não aprovem o projeto enviado pelo governo. O governador Beto Richa garante que houve conversa com os policiais. Para ele, as críticas são apenas de um pequeno grupo da polícia. Richa defende que exigir formação superior de soldados da PM iria afastar os jovens da corporação. A emenda 29 foi aprovada em outubro de 2010 e deveria ter sido implementada até abril do ano passado. No começo deste ano, policiais militares fizeram protestos com o rádio da corporação e colocaram músicas na frequência da polícia. A polícia civil aprovou um indicativo de greve, mas a paralisação foi cancelada por uma decisão da justiça. Com a mudança no salário dos policias, o estado vai gastar em torno de 18 milhões de reais a mais por mês. Na próxima quarta-feira, será feita uma audiência pública para discutir o assunto na Assembleia Legislativa do Estado.

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