Depen afasta servidores envolvidos no caso de uma adolescente de 17 anos encontrada dentro da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara

O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) determinou o afastamento dos servidores envolvidos no caso de uma adolescente de 17 anos encontrada dentro da Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba. Todos serão submetidos a um procedimento disciplinar junto à Corregedoria do Departamento Penitenciário.

Um dos diretores responsáveis pela área de segurança e o inspetor do dia foram afastados de suas chefias até a apuração dos fatos. O preso envolvido vai passar por um procedimento disciplinar visando a regressão de regime. O Depen também vai abrir um procedimento administrativo e um inquérito policial.

O diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo Moura determinou ainda o retorno imediato do diretor da Colônia Penal que estava de férias.  Segundo um agente penitenciário, que não quis se identificar, a menina passou a noite dentro da Colônia, depois de ter entrado por um matagal, acompanhada de um dos presos. Ela foi identificada no momento em que estava indo embora, após o horário de visitas de domingo.

Os agentes não encontraram o registro de entrada da adolescente no local. A Polícia Militar e o Conselho Tutelar de Piraquara foram acionados.  Segundo o Sindarspen, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, na Colônia Penal Agrícola são cerca de mil presos em regime semiaberto e existem 15 agentes por plantão noturno. Segundo a presidente do Sindarspen, Petruska Sviercoski, há dois meses os agentes estão sem sistema para checar se as carteiras de visitas são verdadeiras ou válidas.

Pelo relato da própria menina, ela teria entrado na colônia durante a madrugada de sábado (03) para domingo (04), e passou a noite no setor da lavanderia do prédio, consumindo bebidas alcóolicas com pessoas que não soube identificar. Pelas câmeras de segurança as equipes identificaram o preso com quem ela esteve dentro do prédio.

Ele foi levado para uma ala separada e deve responder ao Conselho Disciplinar por corrupção de menor. Já a adolescente, que é moradora de Mandirituba, foi levada de volta para casa pelo Conselho Tutelar de Piraquara, que não vai se pronunciar sobre a ocorrência. Ela foi entregue à mãe e a família deve receber o acompanhamento do Conselho Tutelar do município.

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