Família de copeira baleada por policial marca protesto para sexta-feira

Familiares e amigos da copeira Rosaira Miranda da Silva, baleada na cabeça por uma policial civil em dezembro de 2016, marcaram um protesto para a próxima sexta-feira (8). O crime ocorreu no bairro Centro Cívico, em 23 de dezembro do ano passado, enquanto a copeira participava de uma confraternização de Natal na empresa onde trabalhava.

A investigadora Kátia das Graças Belo efetuou os disparos pela janela da casa dela por estar incomodada com o barulho da festa. De acordo com o advogado da família da vítima, Ygor Salmén, o objetivo do protesto é relembrar o caso e pressionar o Tribunal de Justiça do Paraná a acelerar o julgamento de recursos da defesa da policial que a mantém em liberdade.

Em julho deste ano, o juiz Daniel de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu levar a policial a júri popular. No entanto, a defesa da acusada entrou com recurso para tentar evitar o julgamento e a data ainda não foi marcada. O advogado Ygor Salmen diz que a família reclama da demora e diz que há uma sensação de impunidade.

Katia das Graças Belo será julgada por homicídio simples com dolo eventual, ou seja, ela não teve intenção de matar, mas assumiu o risco. O protesto está marcado para 16h dessa sexta-feira (8) com saída da rua Matheus Leme, em frente ao local onde Rosaira foi baleada, no bairro Ahú. De lá, eles fazem uma caminhada até o Tribunal de Justiça, que fica na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico.

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