Francischini diz que relator da CPMI do Cachoeira age como ‘tchutchuca’ na condução dos trabalhos

Dois deputados federais paranaenses que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga os negócios do empresário Carlos Cachoeira bateram boca na sessão de ontem e só não trocaram agressões graças a intervenção de outros parlamentares do Paraná. O confronto envolveu os deputados Fernando Francischini (PSDB) e Dr Rosinha (PT). Os dois discutiram durante o depoimento do ex-vereador de Goiás, Wladimir Garcez (PSDB), apontado como um dos principais auxiliares do Cachoeira. Francischini e o deputado Carlo Sampaio (PSDB/SP) acusaram o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG) de direcionar a investigação com o objetivo claro de atingir o governador de Goiás, o também tucano Marconi Perillo.

Rosinha não gostou e acusou o tucano de usar a comissão para se promover na mídia. Segundo ele, alguns parlamentares usam “palavras de efeito” nas sessões abertas para “aparecer”. O embate só não se transformou em confronto físico pela intervenção de outros dois paranaenses da comissão, o senador Álvaro Dias (PSDB) e o deputado federal Rubens Bueno (PPS). Para Rubens Bueno, o fato depõe contra a própria CPMI e não pode ocorrer.

O presidente do STF, Ricardo Lewandowski também encaminhou à CPMI mais 9 DVDs com gravações de escutas telefônicas, repassados pela 11ª Vara Federal de Goiânia, onde tramita a ação penal contra a maior parte dos envolvidos no esquema descoberto pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. Ao todo, são cerca de mil horas de conversas grampeadas, que estão sendo enviadas em áudio e sem degravação.

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