Jovem agredido por seguranças no James continua em estado grave

Continua internado, em estado grave, o jovem de 18 anos que foi agredido por seguranças do bar James, que fica no centro de Curitiba, na madrugada do último domingo. De acordo com a família, a conta do bar teria dado 60 reais, mas ele só tinha 40 reais em dinheiro e o cartão de crédito não foi autorizado. O rapaz teria pedido para deixar o celular e a carteira de identidade como garantia, mas a atendente do caixa não teria aceitado. Diante da situação, os seguranças teriam agido de forma truculenta, agredindo o jovem com socos e pontapés. Após ficar desacordado, foi encaminhado ao Hospital Evangélico, e posteriormente transferido pela família para a UTI de um hospital particular, onde segue internado. A associação dos bares, restaurantes e casas noturnas do Paraná (Abrabar) foi comunicada sobre o ocorrido. O presidente da entidade, Fábio Aguayo, afirma que a situação é delicada. Segundo ele, a família defende que o jovem não teve oportunidade de se defender. A família encaminhou o caso para o comitê de direitos humanos da ordem dos advogados do Brasil e para o Ministério Público do Paraná. O último boletim médico teria apontado lesões sérias na perna do jovem, com a possibilidade de amputação do membro. Aguayo afirma que analisou as imagens das câmeras de segurança de estabelecimentos próximos, mas elas não são conclusivas. Independente da conclusão das investigações, o presidente da Abrabar afirma que a categoria tem muito a aprender com situações como essa. A direção do bar James esteve reunida durante toda a tarde de hoje com advogados, que auxiliaram na elaboração de uma nota de esclarecimento. Na nota, o bar nega que tenha havido a agressão. Segundo o estabelecimento, o jovem teria sofrido um acidente no momento em que estava correndo, já fora do local, para não pagar a conta. O jovem está internado na UTI com luxação no joelho, rompimento dos ligamentos e fraturas múltiplas na perna. Em junho de 2011, o James foi condenado pelo Tribunal de Justiça do estado a pagar uma indenização de dez mil reais por danos morais a uma mulher que teria sido agredida por outro cliente dentro das dependências do bar. O caso teria acontecido em 2005.

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