Julgamento de policiais militares deve ser finalizado na noite dessa segunda

O julgamento dos doze policiais militares acusados, pelo Ministério Público do Paraná, de execução, deve durar mais quatro horas. A primeira fase dos debates já foi encerrada. A acusação e a defesa tiveram duas horas e meia cada para apresentar os argumentos finais.

Agora, o julgamento segue para a réplica promovida pelo Ministério Público, que vai ter duas horas para apresentar os contra argumentos e depois, na tréplica a defesa terá o mesmo tempo para a conclusão dos fatos.  Ao terminar o debate, o Conselho de Sentença vai se reunir para decidir o futuro dos doze policiais.

Este é o maior julgamento já realizado no Paraná e chega ao sexto dia. O depoimento dos réus teve início no sábado pela manhã e se encerrou na madrugada desta segunda-feira, por volta da 1 hora.

Com provas como localizadores em viaturas e imagens de câmeras que mostram um dos suspeitos entrando em uma viatura – após a perseguição – ainda vivo, o Ministério Público pede que os sete jurados condenem os policiais por homicídio qualificado.

Um décimo terceiro acusado é desertor da Polícia Militar. Ele teria sofrido com problemas psiquiátricos e não compareceu em nenhum dia de julgamento.  Os jurados estão em isolamento desde quarta-feira (04), há cinco dias, e seguem uma rotina rigorosa.

Após serem sorteados, os sete estão impedidos de ter contato com o “mundo exterior” ao julgamento. Eles estão hospedados em um hotel e não têm acesso a telefone, internet, televisão, rádio, jornais ou revistas. Os jurados estão sempre acompanhados por um oficial de justiça, no hotel ou no júri.

Esse isolamento é rito comum em julgamentos onde há conselhos de sentença, como também é conhecido o júri popular. O isolamento dos jurados acontece para que o grupo não seja exposto a opiniões e influências externas.

 

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