1200 pessoas já confirmaram presença em protesto após suposto estupro em Universidade de Curitiba

Mais de 1.200 pessoas já confirmaram presença no protesto marcado para amanhã (terça, 9), dentro de uma universidade de Curitiba, após o suposto estupro de uma aluna nas dependências da instituição.

A manifestação é organizada pelo Coletivo Alzira – movimento de estudantes da própria universidade cujo foco é voltado principalmente para questões de gênero. O crime aconteceu nas imediações de uma ponte que fica sobre um lago interno do campus, localizado no bairro Campo Comprido, e teria sido praticado por dois homens, segundo o relato da vítima, de 19 anos.

De modo que o objetivo da manifestação é pedir mais segurança tanto para quem integra a comunidade acadêmica quanto para os membros da comunidade, que têm acesso livre ao espaço.

Ana Clara Colemonts é aluna e faz parte da organização do Coletivo e é uma das idealizadoras do ato desta terça. Ela fala sobre a mobilização e explica que este não foi o primeiro caso de abuso nos limites da universidade.

O caso é investigado pela Delegacia da Mulher de Curitiba e corre em sigilo. O crime, conforme a vítima, foi no dia 18 de abril e ela já passou pelo exame de corpo de delito. Informações de outros estudantes dão conta de que a violência foi praticada no momento em que a moça se encaminhava para um auditório onde assistiria a uma palestra, por volta das 21 horas (nove horas da noite). Foi quando os agressores teriam rendido a jovem, tapado a boca dela e a arrastado para uma área escura e com mato.

Além de quem já confirmou presença no protesto, há outros cerca de 1.200 interessados na iniciativa e os números não param de subir. Na página do protesto no Facebook, muitas pessoas se solidarizam com a vítima e reclamam da falta de segurança dentro da universidade.

Entre as postagens há a de uma professora que afirma que a instituição não se omitiu e acompanha o caso de perto.

Em nota divulgada via assessoria de imprensa, a universidade afirma que colabora com as autoridades e que prioriza o acolhimento e atendimento à aluna e à família dela. A instituição afirma ainda que criou um comitê para estudar possibilidade de melhorias em toda a estrutura de segurança, com a participação de especialistas e representantes de alunos e funcionários.

A Polícia Civil já elaborou um retrato falado dos agressores com base na descrição da estudante. E a expectativa é a de que a Delegacia da Mulher se manifeste sobre o caso ainda nesta segunda-feira (8).

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