Metade das viaturas policiais tem desvio de função

Reportagem feita e divulgada pelo jornal Gazeta do Povo mostra o uso indevido de viaturas policiais por integrantes da cúpula da Polícia Civil do Paraná. Um levantamento demonstra que hoje existem 2197 veículos oficiais no Paraná, mas 50% estaria em desvio de função. Pior ainda, uma a cada quatro viaturas estariam nas mãos de chefes de unidades policiais e estariam sendo usadas para levar filhos para escola, fazer compras em mercado, passear na praia, entregar cães de pet shop no bairro Uberaba e até mesmo ir a bordéis. Foi o que ocorreu com o delegado chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Luiz Carlos de Oliveira, flagrado numa sauna na rua Visconde de Guarapuava, em Curitiba. Ele chegou lá por volta das seis horas da tarde e só saiu às nove da noite. Outros dois investigadores foram flagrados com carros oficiais no mesmo local. Levantamento mostra ainda que a Polícia Civil gastou no ano passado R$ 2,7 milhões na locação de 129 carros, o equivalente a um quarto das viaturas usadas para fins particulares, conforme documentos e fontes de informação da Gazeta do Povo. Estes carros são chamados de “mordomóveis” no meio policial. No entanto, segundo decreto estadual 3269, de 2008, estes veículos deveriam ser para uso restrito em serviço. O delegado Luiz Carlos de Oliveira não quis gravar entrevistas hoje. Ele diz que está sofrendo com a divulgação das notícias. Confirmou que esteve na sauna com carro oficial e que ainda está com a viatura. No entanto, sugeriu que poderia estar a trabalho. Como é divisional do Patrimônio, ele disse que as fontes dele são taxistas, garçons e prostitutas e é normal que tenha que ir a alguns locais para ouvir suas fontes. “Nem sempre minhas fontes são nos melhores locais”, disse ele, alegando que freqüenta para trabalhar botecos, favelas e saunas. E concluiu dizendo que tem 36 anos de profissão. Sem fazer juízo de valores, é bom lembrar que Luiz Carlos de Oliveira foi um dos delegados que mais criticou a ação de policiais na Operação na Mansão da Jogatina. De acordo com ele, os participantes da operação eram dissidentes, pessoas que não tinham vergonha na cara e que por isso escondiam o próprio rosto. E concluiu dizendo que a atitude dos policiais era burra, idiota e canalha. O cassino clandestino era também uma casa de prostituição.

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