Paraná tem um dos menores efetivos de policiais civis do Brasil

O Paraná tem a segunda menor quantidade de delegados e o terceiro menor efetivo de policiais civis por 100 mil habitantes de todo o Brasil. Os dados fazem parte do relatório ”Meta 2: A impunidade como alvo – o diagnóstico da investigação de homicídios no Brasil”, divulgado pelo Grupo de Persecução Penal da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Ministério da Justiça (MJ). De acordo com o presidente do Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná), André Luiz Gutierrez, a pequena quantidade de policiais civis é comprometida ainda mais com o fato deles terem que trabalhar, na sua maioria, cuidando de presos.

O diagnóstico aponta ainda que a falta de pessoal e de equipamentos das polícias civis atrapalha na elucidação de homicídios em todo o Brasil. André Luiz Gutierrez concorda com os dados da pesquisa. De acordo com ele, muitos inquéritos acabam na gaveta por falta de pessoal.

As análises foram feitas com base em questionário respondido pelos gestores do Ministério Público e da Polícia Civil em cada Estado. No Paraná, o efetivo da Polícia Civil contava até dezembro de 2011, de acordo com a pesquisa, com 3.803 profissionais, o 7º maior do País. Entretanto, quando se leva em consideração a quantidade de agentes por 100 mil habitantes, o Paraná despenca para a vigésima posição, com índice de 36,4 – na frente apenas dos Maranhão (29,2) e do Pará (32,5).

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