Preso há dois meses, Lula lança pré-candidatura à presidência

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

No dia em que completou dois meses de prisão, nesta quinta-feira (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, além de parentes, a visita do ex-governador da Bahia Jaques Wagner e do governador do Piauí, Wellington Dias. Ao deixar a sede da Polícia Federal, os dois reafirmaram o compromisso de manter a candidatura de Lula à Presidência da República. A conversa teria girado em torno da conjuntura política atual, sem deixar de mencionar possíveis alianças para o segundo turno das eleições com partidos de esquerda e candidatos como Ciro Gomes, do PDT.

De acordo com Jacques Wagner, Lula diz que só a morte ou o desrespeito à Constituição podem barrar a candidatura dele neste ano.

Jacques Wagner admite que o PT está em conversas com líderes partidários de esquerda, mas diz que se trata de uma articulação para o segundo turno. O ex-governador afirma que Lula identifica em Ciro Gomes uma força política importante do campo progressista.

Mesmo com a prisão de Lula mantida há dois meses, o Partido dos Trabalhadores promove nesta sexta-feira (8), em Contagem (MG), um ato nacional de lançamento da pré-candidatura de Lula à Presidência da República. O governador do Piauí, Wellington Dias, afirma que seria uma fraude o nome do ex-presidente não figurar em pesquisas de intenção de votos.

A campanha de Lula está recebendo, inclusive, contribuições financeiras por meio de uma plataforma online. O ex-presidente foi preso em 7 de abril. Nos últimos dois meses, a presença de Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba tem atraído manifestantes de todas as partes do país. Eles já chegaram a montar um acampamento no local e ainda promovem atos públicos diários nas proximidades do prédio, no bairro residencial do Santa Cândida, região Norte da capital paranaense.

Antes de ser preso, Lula permaneceu por dois dias no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. A resistência indicava que a prisão se transformaria em um ato político sem data para acabar. Ao anunciar que se apresentaria à Polícia Federal, o ex-presidente começava a desenhar o discurso de uma prisão política, que vem sendo reproduzido por apoiadores. Na tarde de 5 de abril, uma quinta-feira, a determinação para que fosse preso veio do juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba.

O STF havia acabado de negar um habeas corpus preventivo ao ex-presidente, que também já havia esgotado recursos ao TRF, que confirmou a condenação de Lula no caso do triplex. A pena é de 12 anos e um mês de prisão.

 

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