Procuradoria da República não libera cela especial para Carlinhos Cachoeira

A Procuradoria da República reprova tentativa da defesa do bicheiro Carlinhos Cachoeira de conseguir cela especial para ele por ter concluído um curso superior no Instituto de Ensino Superior de Londrina (Faculdade Inesul). Há a suspeita de que o certificado seja falso. Na justificativa, a procuradoria colocou que o certificado não prova que o paciente tem escolaridade de nível superior, pois é desprovido de status de diploma devidamente registrado no Ministério da Educação (MEC). Para o senador Álvaro Dias (PSDB), integrante da CPMI do Cacheira, a informação foi uma surpresa para ele e para os demais integrantes da comissão.

O diploma é assinado por dois diretores da faculdade que teriam sido presos pela Polícia Federal em 2010 acusados de participação num esquema de desvio de R$ 300 milhões dos cofres públicos. Mesmo morando em Goiânia, Cachoeira teria cursado presencialmente administração — habilitação em administração de empresas – na Inesul. No certificado, anexado pela defesa aos pedidos de habeas corpus, o bicheiro teria concluído o curso em 17 de dezembro de 2010 e colado grau em 31 de março de 2011. O senador Álvaro Dias disse que quanto mais estuda as denúncias contra Carlinhos Cachoeira, mais encontra ligações com o Paraná. Uma delas é a obra feita pela empresa Delta no Paraná, na rodovia que liga Marechal Rondon e GuaÍra.

De 2007 a 2012 foram empenhados a favor da Delta mais de R$ 4 bilhões, sendo que 90% via DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura. No Paraná, um quarto dos contratos feitos pelo DNIT foram executados pela empresa Delta.

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