Ao ser solto, Beto Richa diz que vai retomar campanha ao Senado

(Foto: Narley Resende/BandNews Curitiba)

Ao deixar na madrugada deste sábado (15) o Regimento de Polícia Montada, em Curitiba, onde estava preso desde terça-feira (11), o ex-governador Beto Richa, do PSDB, disse que vai retomar a campanha ao Senado e que foi vítima do que chamou de “crueldade enorme”. Ele foi solto depois de um habeas corpus concedido pelo ministro do STF Gilmar Mendes. A decisão se estende aos outros 13 investigados na Operação Rádio Patrulha, do Gaeco, o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual.

A investigação apura um esquema de fraudes em licitação e desvios de dinheiro público em obras de estradas rurais no Paraná durante o mandato de Richa, de 2011 a 2018. Entre os beneficiados pela decisão do STF estão a ex-primeira-dama Fernanda Richa e o irmão do ex-governador, Pepe Richa, ex-secretário de Infraestrutura.

Na saída da prisão, por volta da meia-noite e 40 deste sábado, Richa disse que sempre foi um “homem honrado”. O ex-governador desqualificou o delator da investigação, que é o ex-deputado estadual Tony Garcia, de quem foi amigo desde a infância.

Um dos áudios de uma escuta telefônica anexada ao processo mostra uma conversa entre Richa e Tony Garcia. Segundo os promotores, o diálogo é uma menção ao atraso no pagamento de uma propina. Ao ser solto, o ex-governador não quis responder a perguntas sobre o conteúdo do grampo.

A ex-primeira-dama Fernanda Richa, que também estava presa no Regimento de Polícia Montada, foi solta um pouco antes do marido. Ela saiu sem falar com os jornalistas. O ex-governador do Paraná chegou a ter a prisão temporária convertida em preventiva nesta sexta (14), por decisão da 13.ª Vara Criminal de Curitiba. Na quinta-feira (13), o STJ havia rejeitado um pedido de liberdade a Richa e a defesa recorreu ao STF.

No despacho, Gilmar Mendes afirmou que ‘há indicativos’ de que a prisão do ex-governador do Paraná ‘tem fundo político’ e concedeu o habeas corpus. O ministro também concedeu um salvo-conduto aos investigados, determinando “a revogação das prisões provisórias que venham a ser concedidas nos mesmos fatos”.

Por esse motivo, a prisão preventiva perdeu o efeito. O ex-chefe de Gabinete de Richa, Deonilson Roldo, que também foi alcançado pela decisão do ministro, permanece detido porque é alvo de outro mandado de prisão, da 53.ª fase da Lava Jato, a Operação Piloto.

Reportagem: Narley Resende/Lenise Klenk

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