Em Curitiba, Bolsonaro volta a defender decreto que amplia porte de armas

(Foto Lenise Klenk/ BandNews FM)

Em Curitiba pela primeira vez desde que assumiu a Presidência da República, Jair Bolsonaro, do PSL, defendeu novamente nesta sexta-feira (10) o decreto que amplia o porte de armas. A constitucionalidade da medida está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), ao mesmo tempo em que pareceres da Câmara e do Senado indicam que ela excede os limites legais.

Para Bolsonaro, o decreto está no limite da lei e atende à vontade popular. Depois de passar por Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, o presidente participou de uma cerimônia de adesão do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ao Centro Integrado de Inteligência de Segurança Regional Sul, inaugurado ainda no governo Temer. Encerrada a cerimônia sem pronunciamento do presidente, Bolsonaro quebrou o protocolo e decidiu falar. Ele enalteceu a ampliação do porte de armas, que disse não ser uma política de segurança pública, mas um direito individual.

O presidente afirma que o índice de violência foi reduzido no primeiro trimestre deste ano no país.

Bolsonaro desqualificou as críticas ao decreto que amplia o porte de arma de fogo. Também voltou a defender o excludente de ilicitude para que policiais armados possam reagir contra quem esteja à margem da lei.

O presidente viajou pelo Paraná acompanhado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que também discursou, mas não mencionou o decreto que amplia o porte de armas ou a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. Moro disse que a integração entre as forças de segurança é uma maneira de fazer melhor com os recursos disponíveis.

O Centro Integrado de Inteligência de Segurança Regional Sul deve agregar cerca de 70 bases de dados das agências de inteligência e de segurança pública do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No começo de dezembro de 2018, o então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, inaugurou a estrutura na capital paranaense, que foi a primeira de cinco unidades regionais previstas para o país.

O Paraná foi escolhido para abrigar um dos centros principalmente pela existência de uma Tríplice Fronteira no estado e por ser uma região onde se detecta a ação de facções criminosas.

Reportagem: Lenise Klenk