Empresário é preso suspeito de matar a ex-companheira

(Foto: Ricardo Pereira/BandNews Curitiba)

Um empresário, de 44 anos, foi preso suspeito de ter assassinado a ex-companheira. Domingos Carlos Pereira, empresário, teria cometido o crime por ciúmes. Alessandra Regina da Silva, de 30, era cabeleireira e chegou a morar junto com Domingos durante aproximadamente um ano e meio.

Depois disso, o casal se separou, mas, ainda mantinha contato. Os dois costumavam se encontrar. Na última quinta-feira eles saíram e, horas depois, o corpo de Alessandra foi localizado na BR-277, em São José dos Pinhais. Ela foi morta com um tiro na cabeça. A polícia obteve imagens de câmeras de segurança que mostram que, naquele dia, ela entrou no carro de Domingos.

Além disso, mensagens no celular dela indicavam que os dois haviam combinado de sair. É o que relata a delegada Tathiana Guzella, da Delegacia da Mulher de São José dos Pinhais.

Familiares da vítima alegam que ela sofria um relacionamento abusivo e já teria sido, inclusive, ameaçada com um revólver. Mesmo assim, nunca levou as denúncias adiante. Por isso, a delegada acredita que o silêncio fez com que Alessandra fosse morta.

De acordo com a polícia, uma ex-companheira de Domingos tinha até uma medida protetiva contra ele – proibindo a aproximação. Ele já foi investigado pelo crime de homicídio e respondeu por ameaça e lesão corporal. O homem deve prestar depoimento nos próximos dias.

O que diz a defesa do suspeito:

Dyogo Cardoso Mendes e Igor José Ogar informam que assumiram a defesa de Domingos Carlos Pereira preso recentemente sob acusação de feminicídio que vitimou Alessandra. Tão logo instaurado o inquérito policial, sem qualquer intimação ou busca formal do investigado, este teve sua prisão preventiva representada pela autoridade policial e decretada pelo juízo criminal de plantão de São José dos Pinhais sem qualquer oportunidade inicial de apresentação ou esclarecimentos dos fatos. Apontado como foragido da polícia, a defesa desde já repulsa tal informação, eis que infundada. Sua alteração de rotina se deu em razão de ameaças públicas a si e seus familiares que lhes foram feitas via telefone celular e redes sociais. Após habilitação nos autos de inquérito policial, a defesa teve breve acesso às provas apuradas pela delegacia de polícia. Visando a defesa plena dos direitos legais de seu constituinte, já agendaram com a delegada a oitiva do mesmo, bem como o acesso a todas as demais provas decorrentes de perícia que ainda não foram juntadas aos autos e após isso, a defesa se pronunciará sobre o caso.

Fato é que até o presente momento o investigado foi preso por deduções que serão analisadas à luz da lei e em breve a defesa iniciará os trabalhos visando a garantia de seus direitos e prerrogativas constitucionais

Reportagem: Ricardo Pereira

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