Policiais militares são presos suspeitos de assassinar empresário

(Foto: divulgação/Polícia Civil)

Dois policiais militares foram presos nesta terça-feira (14), suspeitos de participação no assassinato de um empresário, que aconteceu em março, no bairro Uberaba, em Curitiba. Outros dois policiais não foram encontrados – um deles se apresentou no final da manhã. O outro é considerado foragido.

A operação, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda cumpriu onze mandados de busca e apreensão. As investigações da morte de Reginaldo Bergamaski levaram a Polícia Civil a identificar que quatro policiais militares participaram do crime.

No entanto, a motivação não foi revelada. A execução aconteceu no dia 25 de março, perto das 11 horas da manhã, quando o carro do empresário foi fechado pelo veículo dos criminosos, que utilizaram um fuzil calibre .556 para matar a vítima. Em seguida, o atirador ainda usou uma pistola. Reginaldo morreu na hora. Dois dias depois, o veículo usado pelos bandidos foi encontrado.

O carro estava na casa de um policial militar, o sargento Flávio Henrique Rodrigues da Silva – que já responde a um processo pela morte de um casal, ocorrida em setembro de 2017, ao lado de uma churrascaria que fica na Rua Chile, no bairro Rebouças. É o que explica o delegado Tito Barichello.

O sargento Flávio está foragido. Logo depois que o carro usado no crime foi encontrado na casa dele, o policial rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava e fugiu. Antes disso, ele chegou a ser ouvido pelo delegado, mas, não foi preso porque ainda não existia um mandado de prisão contra ele, e o período de flagrante já havia passado.

Os crimes – de 2017, ao lado da churrascaria, e de março de 2019, no bairro Uberaba, não estão relacionados. Em 2017, o policial Flávio era soldado. Mesmo sob investigação pelo duplo assassinato, ele foi promovido a sargento. Quase dois anos depois, a apuração dos fatos – por parte da PM, ainda não foi finalizada. O corregedor-geral da Polícia Militar, coronel William Kuczynski diz que, apesar disso, a promoção do investigado ocorreu dentro da legalidade.

A operação desta terça-feira, batizada de ‘Lei e Ordem’, também aconteceu em Santa Catarina e no Rio de Janeiro.