Rede de pet shops que atua em Curitiba e Região Metropolitana é alvo de operação da Polícia Civil

(Foto: divulgação/Polícia Civil)

Uma rede de pet shops que atua em Curitiba e Região Metropolitana é investigada pela Polícia Civil pela venda de animais com doenças pré-existentes e com falso pedigree. Foram cumpridos hoje (13) onze mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresa. Sócios e funcionários são suspeitos de maus-tratos a animais, estelionato e falsificação de documentos privados.

Na capital, as buscas foram feitas nos bairros Batel, Hauer, Portão, Boqueirão, Pinheirinho, Centro e Campo Comprido, incluindo em dois shoppings. Já na Região Metropolitana, as buscas foram no bairro Faxina e no Centro. De acordo com a Polícia Civil, a empresa investigada atua na venda de filhotes de cães de raça, como Pug, Yorkshire, Beagle, Spitz Alemão entre outras, tem canil e clínica veterinária. O delegado Matheus Laiola explica que a investigação começou há três meses.

A rede de pet shops vendia os bichos afirmando que sabia da procedência e que eles tinham pedigree, o que não acontecia na prática.

Funcionários e vítimas da empresa foram ouvidos pela Polícia Civil. Segundo os depoimentos, os animais que eram revendidos eram submetidos a condições degradantes de sobrevivência, passando finais de semana sem alimentação e higiene adequadas.

Uma das empresas alvo da operação emite os documentos que atestam o pedigree dos animais. Segundo o delegado, a investigação aponta que não havia total controle da emissão dos certificados.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente fica na Avenida Prefeito Erasto Gartner, número 1261, no Bacacheri. Os investigados não devem ser presos, eles vão assinar um terno circunstanciado e devem responder pelos crimes de maus tratos a animais e indiciados pela prática de crimes na relação de consumo. Mais de 60 animais foram apreendidos. Eles vão passar por uma avaliação clínica e serão colocados para adoção em breve.

Reportagem: Juliana Goss

(Foto: divulgação/Polícia Civil)
(Foto: divulgação/Polícia Civil)