Dois morrem por falta de atendimento médico em menos de 1 semana

Em menos de uma semana, duas pessoas morreram por falta de atendimento em unidades de saúde 24 horas de Curitiba. O último caso foi registrado ontem, no centro de urgências médicas do bairro Cajuru. Um idoso tinha fortes dores no peito, mas foi informado de que não havia médicos no local. Os familiares procuraram então o hospital Cajuru, mas o paciente não resistiu. Na semana passada, outro caso: um músico de 40 anos morreu após esperar por cerca de 35 horas por um leito de UTI. De acordo com o assessor de gestão da Prefeitura de Curitiba, Mateus Chomatas, não há registro da passagem do idoso pela unidade do bairro Cajuru ontem. Segundo ele, a unidade contava com um médico de urgências e um profissional para o transporte de pacientes. A prefeitura de Curitiba deve agora abrir uma sindicância para apurar os fatos, já que não foi feita nem mesmo uma triagem para avaliar o estado do paciente. Ele conversou com Emanuel Pierin.

Mas o problema não é apenas na unidade do Cajuru. Uma paciente que prefere não ser identificada conta que levou a avó até a unidade de saúde do bairro Boqueirão. Depois de passar dois dias internada por causa de uma infecção nos rins, recebeu alta no domingo. O motivo dados pelos próprios médicos foi a falta de profissionais para atendê-la.

Já o superintende de gestão Matheus Chomatas nega que haja falta de profissionais.

A capital e os 28 municípios da região metropolitana não atendem ao número mínimo de leitos recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Seriam necessários pelo menos mais 200 para atender os quase 3,2 milhões de habitantes. A OMS recomenda 330 leitos para cada grupo de 1 milhão de pessoas.

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