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Colunistas // Mirian Gasparin

Setor de confecções deve registrar um dos melhores resultados de sua história

 Indústria e varejo do vestuário se recuperam em 2022

Foto: Gilson Abreu/Arquivo ANPr

A indústria de confecções e vestuário, que foi um dos setores mais afetados nos dois anos de pandemia, vem se recuperando das perdas, e deve fechar 2022 com um dos melhores resultados da sua história.

Pesquisa realizada pela IEMI – Inteligência de Mercado, aponta que a indústria de vestuário deve faturar, este ano, mais de R$ 153 bilhões, o que representa um aumento de quase 3% em relação a 2021 e um salto superior a 20% quando comparado com 2020.

No caso específico do Paraná, o estado tem grande expressão no setor de confecções e vestuário, ocupando a quarta posição, com uma fatia de 8% do mercado brasileiro, atrás de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.

Só para se ter uma ideia dos negócios do segmento, no Paraná, só no setor de confecções existem hoje mais de 4 mil empresas, que geram 55 mil empregos diretos. 90% das empresas de confecções que operam no estado são de pequeno porte. Já as indústrias têxteis paranaenses somam 750 empresas, que empregam 14 mil pessoas.  Portanto, é um setor bastante concorrido, mas que ao mesmo tempo é um grande gerador de empregos.

O setor de varejo relacionado ao vestuário, tanto físico como o comércio eletrônico, também deve registrar crescimento em 2022. As projeções indicam que as vendas, este ano, deverão superar a cada de R$ 254 bilhões, o que representa um aumento de 11% em relação a 2021. No ano passado, o setor faturou quase R$ 230 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao ano de 2020.

Já o crescimento do número de peças vendidas este ano deve ser de 4,2% sobre 2021, com 6,4 bilhões de peças, maior do que o ano passado, quando foram vendidas 6,1 bilhões de peças, segundo dados da Inteligência de Mercado.  

Confira a coluna em áudio:

Mirian Gasparin